geral

Dançar a liberdade…

Ficar atrás das cortinas te permite ver o espetáculo acontecer a partir do ângulo dos seres humanos e não só a visão dos artistas/dançarinos/bailarinas. Por detrás das cortinas, o espetáculo vai se construindo. A ida do camarim para o palco, a concentração nas coxias, a emoção de algumas pessoas entrando no palco. Nos quatro dias de espetáculo eu vi de tudo. Pessoas nervosas, cansadas, felizes, empolgadas, radiantes. Eu vi pessoas superando seus traumas, vi pessoas ousando algo novo, vi pessoas se encontrando consigo mesmas. Atrás das cortinas eram só pessoas. Mas então essas pessoas entravam no palco. E era como se de alguma forma, se libertassem.

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“A contagem dos sonhos” de Chimamanda Ngozi Adichie

E então, em 2025 saiu o novo livro da Chimamanda. A contagem dos sonhos. Fiquei ouriçada para comprar e começar a ler. E aí fui me decepcionando rsrsrsrsrs A proposta do título, da capa, toda a divulgação acerca do livro foram envolventes demais e o livro não corresponde.

No livro, Chimamanda traz a vida de quatro mulheres, entrelaçando a vida delas na narrativa. Chiamaka, Zikora, Kadiatou e Omelogor. A autora divide o livro em cinco partes, narrando a vida de cada uma delas. Chiamaka é quem abre e fecha o livro (tem duas partes dedicadas a elas) e quem motiva o título do livro. É nigeriana, podre de rica e vive nos Estados Unidos. Zikora é sua amiga, Omelogor é sua prima e Kadiatou é sua empregada.

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Primeiro de Maio e o adoecimento mental no trabalho

Deixa eu trazer um exemplo pessoal pra vocês. Eu amo escrever. Escrever é uma ação terapêutica no meu caso. Mas eu escrevo sozinha. Seja artigo, livro, conto, romance, ata, relatório. Sozinha. E demorou anos para que eu conseguisse falar isso e não me envolver em trabalhos que envolvam escrita coletiva. É um dos meus limites. 

E de forma geral , o mundo do trabalho hoje não vê com bons olhos quem escreve sozinho. É sempre uma equipe, um Grupo de Trabalho. E eu tinha medo de pensarem que era arrogante, que eu não sei trabalhar em equipe. Fui me libertando disso. E hoje sou bem mais leve.

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PÁSSAROS

Chega em casa, dá comida  para Natinho, conta pra ele como foi o dia. O pássaro canta um canto melancólico como se entendesse do que ela fala.  Das Dores leva a gaiola pra cozinha e enquanto faz a janta, vai conversando com o pássaro, contando as novidades, da igreja, da família, do Brasil. Você viu na televisão Natinho, aquela história? Triste né. Sabe a Marina, do Paulo? Então está grávida de novo. Parece que vai ser outro menino. Ah!! a nossa vizinha, também vai mudar. E nessa conversa termina a janta. Vai tomar banho.  A gaiola fica do lado de fora da porta. 

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Quantos Conselhos Tutelares devem existir no meu munícipio? Reflexões a luz do artigo 132 do Estatuto da Criança e do Adolescente

À primeira vista, parece que uma simples leitura do artigo 132 já responde a pergunta título desse texto. Mas o que vale destacar é que, a proposta desse artigo 132, é complementada pela Resolução 231 de 28 de Dezembro de 2022 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).

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2023 é ano de eleição do Conselho Tutelar. Vamos começar a pensar sobre isso?

O primeiro aspecto diz respeito a uma formação equivocada que diz que o Conselho Tutelar pode tudo e não deve satisfação a ninguém. Ora, ora, e quem trabalha sozinho gente? O Conselho Tutelar é sim um órgão permanente, autônomo e não jurisdicional mas isso não significa dizer que ele trabalha isolado, acima de qualquer outro órgão e serviço. E vou dizer uma coisa para vocês: a maioria das informações que existem para conselheiros tutelares na internet trabalha com esse paradigma. Apresentam para as/os Conselheiros uma realidade que não existe em município nenhum, que não é verdade. Vendem uma autonomia que é mentirosa e que só dificulta o trabalho do Conselho Tutelar.

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A necessidade de rompimento com a religiosidade e disciplinamento no trabalho social com famílias na política de assistência social

A assistência social no Brasil é uma política pública, proposta na Constituição de 1988, regulamentada pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) de 1993 e sistematizada através do Sistema Único de Assistência Social (SUAS, Lei 12.435 de 2011). Contudo, a assistência social como prática de auxílio humanitário tem um histórico anterior no Brasil, ligado a filantropia, caridade e religiosidade. A consolidação da assistência social enquanto política pública é um desafio também histórico, na medida em que existe a necessidade de romper, nos espaços dessa política, com as práticas de cunho caritativo e filantrópico. Tal rompimento é necessário pois, basicamente, as práticas caritativas e filantrópicas estão centradas na pessoa que faz e a assistência enquanto política pública deve estar centrada no direito da pessoa que recebe.

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Como realizar as Conferências Municipais do Direitos da Criança e do Adolescente

s conferências municipais são espaços onde é possível discutir as diretrizes das políticas públicas existentes nos municípios e é importante que esses espaços tenham a participação efetiva das pessoas e organizações que conhecem a realidade especifica do município.
Mas é possível fazer da Conferência um espaço efetivamente participativo? Sim. E nesse texto quero mostrar que nem é tão difícil assim e a resposta está em uma única palavra: Planejamento.

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