Tais Pereira de Freitas

Assistente Social, Mestre e Doutora em Serviço Social. Pesquisadora, Escritora e Palestrante.

Dançar a liberdade…

Ficar atrás das cortinas te permite ver o espetáculo acontecer a partir do ângulo dos seres humanos e não só a visão dos artistas/dançarinos/bailarinas. Por detrás das cortinas, o espetáculo vai se construindo. A ida do camarim para o palco, a concentração nas coxias, a emoção de algumas pessoas entrando no palco. Nos quatro dias de espetáculo eu vi de tudo. Pessoas nervosas, cansadas, felizes, empolgadas, radiantes. Eu vi pessoas superando seus traumas, vi pessoas ousando algo novo, vi pessoas se encontrando consigo mesmas. Atrás das cortinas eram só pessoas. Mas então essas pessoas entravam no palco. E era como se de alguma forma, se libertassem.

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“Coração sem medo”: Como escrever sobre esse livro sem me referir a “Torto Arado” e “Salvar o Fogo”?

As três histórias mostram as violências enfrentadas e as resistências construídas pelo povo negro.
Seja na luta pela direito ao seu território (Torto Arado), seja na luta pelo direito a sua cultura (Salvar o Fogo), seja na luta pela continuidade de sua existência (Coração sem Medo).

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“A contagem dos sonhos” de Chimamanda Ngozi Adichie

E então, em 2025 saiu o novo livro da Chimamanda. A contagem dos sonhos. Fiquei ouriçada para comprar e começar a ler. E aí fui me decepcionando rsrsrsrsrs A proposta do título, da capa, toda a divulgação acerca do livro foram envolventes demais e o livro não corresponde.

No livro, Chimamanda traz a vida de quatro mulheres, entrelaçando a vida delas na narrativa. Chiamaka, Zikora, Kadiatou e Omelogor. A autora divide o livro em cinco partes, narrando a vida de cada uma delas. Chiamaka é quem abre e fecha o livro (tem duas partes dedicadas a elas) e quem motiva o título do livro. É nigeriana, podre de rica e vive nos Estados Unidos. Zikora é sua amiga, Omelogor é sua prima e Kadiatou é sua empregada.

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Serviço Social e a análise socioeconômica no processo seletivo para auxílios da permanência estudantil

A documentação solicitada, as etapas (inscrição, entrevista, divulgação), a forma como as orientações são divulgadas, caminham na direção da
consolidação da cidadania? Qual a perspectiva de emancipação adotada no trabalho? Ou a defesa do projeto ético político do Serviço Social se encerra quando chega na etapa da avaliação socioeconômica?

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A questão racial negra na universidade é uma questão de permanência estudantil?

A questão racial negra
passou a manifestar-se na universidade em carne, osso, cabelo, cor de pele, formato de nariz e quaisquer outros fenótipos que se queira apontar.
Como falar do objeto de estudo, se o objeto de estudo está aqui agora?
Seria possível deixar de estudar a população negra, para estudar com a população negra? Existiria uma categoria única chamada “negro”?

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Primeiro de Maio e o adoecimento mental no trabalho

Deixa eu trazer um exemplo pessoal pra vocês. Eu amo escrever. Escrever é uma ação terapêutica no meu caso. Mas eu escrevo sozinha. Seja artigo, livro, conto, romance, ata, relatório. Sozinha. E demorou anos para que eu conseguisse falar isso e não me envolver em trabalhos que envolvam escrita coletiva. É um dos meus limites. 

E de forma geral , o mundo do trabalho hoje não vê com bons olhos quem escreve sozinho. É sempre uma equipe, um Grupo de Trabalho. E eu tinha medo de pensarem que era arrogante, que eu não sei trabalhar em equipe. Fui me libertando disso. E hoje sou bem mais leve.

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PÁSSAROS

Chega em casa, dá comida  para Natinho, conta pra ele como foi o dia. O pássaro canta um canto melancólico como se entendesse do que ela fala.  Das Dores leva a gaiola pra cozinha e enquanto faz a janta, vai conversando com o pássaro, contando as novidades, da igreja, da família, do Brasil. Você viu na televisão Natinho, aquela história? Triste né. Sabe a Marina, do Paulo? Então está grávida de novo. Parece que vai ser outro menino. Ah!! a nossa vizinha, também vai mudar. E nessa conversa termina a janta. Vai tomar banho.  A gaiola fica do lado de fora da porta. 

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Como o Serviço Social faz acolhimento? Considerações a partir do trabalho profissional na permanência estudantil

Em algumas situações, essa pessoa usuária vai demandar serviços que não são da competência do Serviço Social, mas antes de dizer que no Serviço Social não é o espaço adequado, ou antes de encaminhar para o serviço/órgão competente, ou antes de orientar em relação a busca de garantia de direitos, o Serviço Social vai precisar acolher essa pessoa. E é aqui que esbarramos. Porque na maioria das vezes sabemos para onde encaminhar e sabemos como orientar. Mas o que fazemos em relação ao acolhimento? Sabemos o que estamos fazendo? E se sabemos, porque não falamos sobre isso?

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Entre Macabéa e Ponciá: por uma literatura que aborde a pluralidade de mulheres brasileiras

E vale ressaltar, para que não fique nenhuma dúvida, que eu não estou dizendo que uma personagem é melhor ou mais representativa que outra. Ou ainda, que uma autora seja melhor ou maior que outra. O que quero compartilhar com vocês é que na pluralidade das mulheres brasileiras, qualquer iniciativa que se pretenda homogênea é capenga e inconsistente. Isso serve tanto para literatura como para o feminismo. Se de fato, quisermos pensar a diversidade das mulheres brasileiras, precisamos entender que existe Macabéa, Ponciá e tantas outras. Fico pensando que para quem se nomeia feminista, ler “Mulheres que correm com lobos” e não ler “Niketche” é um equívoco colonial. Porque são perspectivas diferentes, que enriquecem de forma gigante o debate feminista.

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Serviço Social na Permanência Estudantil: Impressões iniciais

Enfim, a permanência estudantil é um campo pleno de desafios e a nós, assistentes sociais, cabe compreender os limites, potencialidades e recursos desse espaço para construir uma práxis efetivamente democrática e transformadora. Eu me sinto empolgada para esse desafio. Acompanhem comigo por aqui as reflexões que forem surgindo.

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